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As crianças do futebol

Final de semana de muitas decisões pelo Brasil no futebol… Meu Figueira tá muito bem na pré-temporada, o time titular tá ganhando todas dos reservas… tá voando…

Assistindo os programas de esporte essa semana, não teve como deixar passar as semi-finais do Paulistão.

Santos e São Paulo foi um jogão, o Santos tá voando, ver Neymar e Ganso jogando com Elano e Muricy no banco é histórico.

Hoje, assistindo Palmeiras x Corinthians, voltou a tona ele, Felipão.

Felipão é um gauchão de estância, briguento, zagueiro trombador e de pouca técnica, e com uma característica muito peculiar: paizão.

O típico “pai de pivete”, que o filho apronta o que quiser e ele defende, porque incentiva, pelas suas ações a agressividade e o descontrole. Não podia ter caído em ambiente mais apropriado para seu comportamento:o futebol.

Felipão passou a semana criticando a fórmula do Paulistão, o estádio e principalmente o árbitro, Paulo César de Oliveira, que é, na minha opinião, um baita árbitro, muito profissional e bem preparado, cansado de apitar decisões muito importantes.

O Palmeiras entrou muito nervoso no jogo, com Kléber fazendo o que ele faz de melhor: encher o saco do árbitro, do adversário, de todo mundo, menos do Felipão e do time dele.

O Palmeiras botou fogo no jogo, pena que no mal sentido… Kléber cavou falta com 03 minutos de jogo e levou cartão amarelo com 5 minutos, Danilo deu uma voadora no Liédson e foi expulso, corretamente. Felipão e Tite bateram boca na beira do campo, e Felipão foi expulso. Paulo César de Oliveira, dono do jogo, dono do apito, resolveu a parada como tinha que ser: expulsou corretamente o Danilo, mas não o Felipão, mes o Felipão pediu… criticou a semana inteira e botou o árbitro, antes do jogo, contra ele. Tomou!

Fora que o Valdívia e outro jogador de meio campo saíram machucados, por lesão muscular, muito provavelmente resultado de toda a tensão da semana.

Até 30 minutos do primeiro tempo praticamente não teve jogo!

É muito brabo...

Aqui começa o que eu queria escrever:

Porque o futebol profissional é tão cheio de “crianças mimadas”?

Eu entendo que os jogadores são garotos que desde muito cedo são chamados a responsabilidades muito grandes, que lidam com a maior paixão de muitas pessoas sem ao menos saber lidar com as suas, que muito de repente ganham mais dinheiro do que sabem lidar ou gastar, fora a fama e as más influências. Esses jogadores viram treinadores, continuam com dinheiro e sem estrutura, são viciados em competição, em adrenalina, e são cobrados por diretores e patrocinadores-torcedores e pela massa insana e apaixonada.

Essa indústria do futebol tem que parar de explorar estes garotos, dar mais estrutura para eles, que na sua maioria vem de famílias pobres e muitas vezes desfeitas.

Jogadores, pensem no futuro.

Vejam quantos jogadores de outras épocas, famosos ou desconhecidos, morreram na miséria, sem dinheiro, sem ensino, sem uma profissão a seguir depois de terminada a carreira no esporte. Se não quiserem estudar, invistam em atividades que conheçam e que tenham vontade de exercer, e trabalhem com a mesma vontade que correm hoje atrás da bola.

Torcedor, futebol é só um esporte. Aprecie o esporte, vá ao estádio, mas a paixão desmedida não ajuda ninguém e nada na vida.

(A Chapecoense já empatou… vou lá ver o finalzinho…)

Abraço.

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