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SC na rota do terrorismo internacional!

Reproduzido na íntegra do blog VISOR, do DC:

Atendendo a alguns pedidos, reproduzo no blog a coluna deste domingo do Visor:

Mohamed Ali Abou Ibrahim Soliman, 44 anos, é um comerciante integrado à tradicional comunidade muçulmana da Rua Conselheiro Mafra, no coração de Florianópolis. Toma café com os amigos diariamente, por volta das 9h30min, sempre na mesma lanchonete do Mercado Público. Ri das repetitivas piadas que o chamam de Osama e homem-bomba. Geralmente, atende apenas pelo apelido de Egípcio. Casado com uma brasileira, é pai de uma menina, também nascida no Brasil. Soliman, de acordo com a edição de 6 de abril da revista Veja, é acusado de ter participado, em 1997, do atentado que matou a tiros de metralhadora 62 turistas nas ruínas do hotel Luxor, no Egito.

Foi preso pela Polícia Federal em Foz do Iguaçu, em 2002, por seu suposto envolvimento com o terrorismo no Egito. Respondeu a um processo de extradição, solicitado por seu país de origem, onde teria sido condenado à pena de morte pela Justiça egípcia. Para defendê-lo, contratou Amauri Serralvo, um dos mais renomados, e caros, advogados do Distrito Federal. A ação foi arquivada por falhas processuais. Ele, inocentado. Desde então, vive no país absolutamente legalizado. Possui visto permanente e não tem um só registro de conduta desabonatória. Mas uma simples consulta à PF confirma que, para a Interpol (braço internacional das polícias), seu nome segue na lista de difusão Vermelha, que o considera um criminoso procurado em outros países.

O Visor teve acesso ao acórdão do STF, relatado pelo ministro Carlos Velloso, que indeferiu o pedido de extradição, onde consta o depoimento dele à Polícia Federal. Soliman garantiu que nunca usou armas e nem integrou grupos terroristas. Segundo a revista Veja, ele foi treinado no Afeganistão pelo grupo de Osama Bin Laden e pertenceria à organização al-Gama’a al-Islamyya, criada em 1973 e que depois subordinou-se a Bin Laden. Em 2003, também conforme a Polícia Federal, Soliman ingressou com uma solicitação formal de refugiado. Ainda não obteve resposta. Ao ser procurado pela reportagem do DC em um prédio da Conselheiro Mafra, sexta-feira à tarde, os funcionários dua sua loja limitaram-se a informar que ele estava viajando para Foz do Iguaçu.

Inacreditável. Viramos rota de fuga.

Abraço.

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