Ana Maria Braga: um copo de leite, 2 colheres de sangue…
Olá!
Alguns dias, antes de sair de casa, a TV está ligada e eu escuto um pouco do programa da Ana Maria Braga.
A produção dela está simplesmente sedenta de sangue.
Aprenderam com Brasil Direto, Aqui Agora, Alborgueti (esse é velho, já morreu inclusive…) uma coisa que todos sabemos há tempo: tragédia dá audiência, nos prende em frente à notícia. A briga por audiência cai para o lado da violência, do sangue, do “mundo cão”.
Aí surge minha primeira contradição: estamos todos cansados de violência, queremos uma vida mais calma, mais justa, mas damos audiência aos programas que mostram sangue. Isso é do ser humano, eu acho… passar devagar do lado do acidente na estrada pra ver tudo…
A entrevista que a Ana Maria Vampirão fez, um ou dois dias depois daquele terrível incidente na escola de Realengo, com uma das sobreviventes, foi no mínimo chocante. Expor a menina daquele jeito, pouquíssimo tempo depois de um choque que provavelmente vai acompanhá-la por toda a vida, é uma imbecilidade. E parabéns para a mãe da menina também, de aceitar expô-la assim. “Vou aparecer na Globo, na Ana Maria…” ela deve ter pensado…
A outra contradição que tenho é: mundo cão é realidade?
Meu pai, em coro com milhares de pessoas, dizem quando assistem o Datena: “Isso é a vida real”.
Vida real?
E a vida que se procura, de paz, harmonia, não violência, a vida que se vive na maioria das cidades pequenas pelo mundo é o que? Fantasia??
Isso não é vida real, isso infelizmente faz parte da vida.
Abraço.
